CPT - Centro de Produções Técnicas

O governador Marconi Perillo tem opinião positiva sobre a importância do agronegócio para o desenvolvimento sócio-econômico brasileiro. "Goiás está fazendo a diferença e se apresentando como um exemplo para o Brasil", diz orgulhoso. Perillo observa que o parque industrial goiano cresce de forma acelerada, mas reconhece que "o desenvolvimento do Estado não abre mão de um setor agropecuário moderno e competitivo". Suas declarações foram feitas à Revista da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Goiás (Emater), em sua última edição, impedida de circular por força da legislação eleitoral. Na sequência seguem as perguntas e respostas do Governador. <b>Como o Governador avalia a agropecuária de Goiás, do ponto de vista econômico, social e político?</b> Marconi Perillo – Embora o parque industrial de Goiás venha crescendo de forma acelerada, o desenvolvimento de Goiás não abre mão de um setor agropecuário moderno e competitivo – que é, digamos assim, uma vocação histórica. Nossa visão de futuro para o Estado é a da integração total da economia, da modernização contínua dos meios de produção e da entrega de benefícios para todos os segmentos sociais. Hoje, o nosso Produto Interno Bruto (PIB) cresce quase três vezes mais que o do Brasil, inclusive com base nas prévias estatísticas de 2013. A venda de máquinas e implementos agrícolas bate recordes em Goiás, comprovando que a produção – de grãos, carnes e leite – é um dos pilares da economia goiana. O Governo do Estado se desdobra para atender as demandas do setor agropecuário, cuidando de reduzir a carga tributária, quando possível, e também de levar nossos produtos ao mercado nacional e mundial. Já podemos, hoje, falar na existência de uma completa articulação da cadeia de alimentos, em Goiás, que se fortalece a cada dia através da transformação, aqui mesmo, do que é gerado nas propriedades agrícolas dentro de nosso território. Em resumo: investimos na consolidação da nossa indústria, mas sem abrir mão do apoio à agropecuária, estabelecendo uma relação de interdependência moderna e avançada. É a força do agronegócio em Goiás. <b>A despeito da pujança do agronegócio goiano, as lideranças empresariais goianas reclamam da carência de uma melhor logística no Brasil e no Estado para escoar as crescentes safras agrícolas e os insumos básicos à atividade agropecuária. Como o Senhor avalia essa situação?</b> Marconi Perillo – Esse é um dos gargalos da economia brasileira e não só para o agronegócio. Goiás não é uma ilha. Mas, no âmbito do Governo do Estado, estamos desenvolvendo um programa de infraestrutura talvez sem similar no País. A partir da reorganização das finanças estaduais, abrimos o acesso a recursos que estão se mostrando fundamentais para, por exemplo, modernizar nossas rodovias. Já conseguimos dar a volta por cima, e a situação calamitosa em que encontramos nossa malha viária, em 2011, quando assumimos o governo, já está quase superada. Em três anos, reconstruímos e pavimentamos mais de 3.500 quilômetros de rodovias estaduais, já prontos e entregues, e mais 2 mil quilômetros estão programados para 2014. Vamos chegar a cinco mil quilômetros até o final deste ano. Em termos de abertura de novas rodovias, já construímos mil quilômetros e estão programados mais 2,5 mil, com recursos assegurados. É muita coisa, e nossa malha rodoviária será uma das melhores do Brasil. Goiás está fazendo a diferença e se apresentando como um exemplo para o Brasil. Para isso, além dos empréstimos do BNDES e do Banco do Brasil, criamos o Fundo Estadual de Transportes. Temos, garantidos, os recursos para esse trabalho. Não foi fácil, pois assumimos o Governo com folha de pagamento em atraso, salários defasados e sem reajustes, inclusive das datas-bases, dívidas acumuladas e restos a pagar totalizando mais de R$ 2,5 bilhões, a Celg com dificuldades, a Iquego parada, o Ipasgo em ruínas, os hospitais em situação de miséria, as rodovias totalmente arruinadas, os funcionários desmotivados e, o que é pior, uma total falta de perspectiva. Registramos também que o Governo Federal tem mostrado preocupação com Goiás, tanto que esperamos a conclusão da Ferrovia Norte-Sul, no trecho que liga Goiás ao Porto de Itaqui, no Maranhão. No somatório com as nossas obras, o resultado será um salto de qualidade na questão da logística do escoamento da nossa produção agropecuária. E mais riquezas, mais empregos e mais renda para todos os goianos. <b>A riqueza do agronegócio em Goiás não veio do acaso, mas do trabalho sinérgico de pesquisadores, extensionistas e empreendedores que acreditaram nas tecnologias que transformaram o cerrado goiano em notável produtor de grãos. Hoje pesquisa e extensão são responsabilidades da Emater. Como é visto o trabalho dessa instituição?</b> Marconi Perillo – O trabalho da Emater tem a ver diretamente com o desenvolvimento consistente da agropecuária goiana. Por isso mesmo, entregamos agora à instituição mais de 170 automóveis, 100 GPS, 154 kits de móveis para reequipar unidades, 100 telefones fixos e 27 notebooks e datashows, tratores, quase 50 computadores e dois ônibus, adquiridos numa parceria nossa com o governo Federal. Há de se destacar também a produtiva parceria com praticamente todos os municípios goianos. Estamos realizando um formidável trabalho de recuperação das funções da Emater. Temos consciência de sua importância no desse setor, precioso para o salto quantitativo e qualitativo de nossa economia. Nós acreditamos em pesquisa, em extensão, em cooperação e, acima de tudo, na função estratégica da tecnologia para apoiar nossos produtores e aumentar a capacidade de resposta de nossa agropecuária. <b>O governo do Estado sempre teve iniciativas inovadoras de gestão, copiadas, depois, em todo o Brasil. Com relação à Emater, contudo, existem gargalos que, uma vez superados, poderiam agilizar sua forma de atuação, conforme levantamento do GT criado pelo Sr. com o Decreto 7.741, de 18/10/2012.</b> Marconi Perillo – Nossa palavra é a de sempre: a Emater é fundamental para a assistência técnica e a expansão rural no Estado, auxiliando aos produtores, especialmente os pequenos, na melhoria do trato com a produção agropecuária, e nesta condição receberá todo o nosso apoio. De fato, em 2012 fizemos modificações na lei, proporcionando-lhe maior flexibilidade administrativa na geração e uso de recursos próprios – como autarquia Especial – e definindo uma proposta de Plano de Cargos e Remuneração, que passou a ser aplicada. Cumprimos nossos compromissos com a Emater e sua equipe de trabalho, credora de nosso respeito e de nosso carinho. <b>Quais são as expectativas do agronegócio e da agricultura familiar goiana para os próximos anos?</b> Marconi Perillo – Pequenos e grandes produtores encontram-se em níveis de importância semelhantes. Para o Governo do Estado, o fundamental é dar apoio ao produtor rural, seja qual for o seu tamanho. Mas é claro que aqueles que lidam com a agricultura familiar têm uma importância especial, dado à sua significância social – e nós reconhecemos isso. Empenhamos nossa palavra de pleno cumprimento dos compromissos assumidos com a produção agropecuária em Goiás, de forma a projetá-la no cenário nacional e mundial. Ao remover os embaraços da infraestrutura de transportes para o perfeito escoamento das safras, como fazemos no momento, beneficiamos todas as camadas da economia do campo. Sentimos que é perfeita a sintonia entre o Governo do Estado e a agropecuária. Os resultados que estamos colhendo, nos sucessivos saltos de crescimento registrados na exportação, na industrialização de alimentos, nas vendas do comércio e, até mesmo, no setor de serviços comprovam que estamos no rumo certo. O Governo honra sua missão de apoiar a expansão e viabilizar a produção agropecuária em Goiás, com qualidade e competitividade. Nosso projeto, de Governo desde 1999, desde quando assumimos o governo pela primeira vez, em 1999, é o de modernizar sempre o Estado, com permanente inovação. A evolução de todos os indicadores sociais e econômicos, de lá para cá, é a prova de que somos bem sucedidos.

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