CPT - Centro de Produções Técnicas

Em Abril, durante o ápice da pandemia da Covid-19, a produtora de leite Marileia Matos de Vargas, de São João do Sul (SC), comoveu o setor com seu apelo nas redes sociais. Em vídeo que circulou no WhatsApp, ela relatou que os pecuaristas leiteiros estavam passando por sérias dificuldades geradas pela pandemia do coronavírus.

Marileia revelou, que ao total, 25 vacas produziam leite em sua propriedade, o que equivale a cerca de 600 litros por dia. Na época, os laticínios deixaram de recolher o produto.

Segundo ela, diante da menor demanda por derivados, laticínios estão solicitaram que os produtores secassem as vacas. Além disso, rumores da redução no preço do leite em R$ 0,30 causou insegurança nos produtores.

“Em março, recebemos R$ 1,33 pelo litro do leite, valor referente ao produto captado em fevereiro. E agora, o boato que corre, é que o laticínio vão baixar o litro do produto em R$ 0,30, e isso fica inviável pra gente, porque todo o custo de produção subiu”, desabafa a produtora.

“Somos produtores de leite e mesmo com todas as dificuldades que o coronavírus traz, temos que trabalhar às 5h da manhã”, comenta.

Altas nos insumos 

A produtora relatou ainda que os gastos com os custos de produção também subiram com o avanço do Covid-19 no Brasil. ” Os últimos insumos que compramos em março pagamos o valor de R$ 72,50 e nas agropecuárias já estão estipulando preços entre R$ 90 a R$ 92, tanto para a saca do adubo quanto para a saca da ureia”, disse.

“O preço da ração também subiu. Antes da doença se alastrar, a gente pagava cerca de R$ 49, hoje, o preço final está em torno de quase R$ 54”, afirmou a produtora.

Seca

Ela comenta que além dos problemas causados pelo coronavírus, outra dificuldade enfrentada foi a seca na região. “O milho para silagem vai ter baixa qualidade e os produtos que comprado para tocar a propriedade, como insumos, estão subindo de preços”, desabafou

“Toda essa situação já está nos prejudicando. No fundo, a gente entende eles quererem baixar os preços, porque a maiorias dos laticínios aqui da região trabalham com derivados do leite, e eles entregam principalmente em mercado, restaurante e pizzaria, mas em meio a tudo isso, não tem como, agora fica tudo parado na prateleira do mercado”, lamentou Marileia em abril.

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