CPT - Centro de Produções Técnicas

O valor do leite pago ao produtor subiu expressivos 6,16% em abril, atingindo R$ 1,0838/litro (preço bruto – acrescido de frete e impostos) na “média Brasil”, aumento de R$ 0,0630/litro em relação a março, segundo levantamentos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Esse foi o segundo mês consecutivo de valorização, resultado da menor produção leiteira em março, em decorrência do início da entressafra. O preço líquido, sem frete e impostos, teve média de R$ 0,9995/litro, valor 6,11% maior que o do mês passado e 7,77% superior ao de março/13, em termos reais (deflacionado pelo IPCA de março/14). As médias são ponderadas pelo volume captado nos estados da BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP em março. De acordo com colaboradores do Cepea, este aumento esteve atrelado principalmente à queda na produção em março, em razão do início da entressafra em algumas regiões produtoras e acentuação desse cenário em outras (Sul). Essa menor oferta eleva a competição entre as indústrias quanto à matéria-prima, com consequente aumento nas cotações. Em algumas praças do Sul, laticínios e pontos de recepção de leite chegaram a fechar devido à escassez de leite. Dessa forma, o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea) reduziu expressivos 3,85% de fevereiro para março. Mesmo com a ocorrência de chuvas em parte do Centro-Sul, estas não foram suficientes para recuperar áreas de pasto afetadas anteriormente pela seca. Além disso, desde março, as pastagens do Centro-Oeste e Sudeste estão menos produtivas e as vacas em lactação são secas, para que possam se preparar para a próxima parição. Vale destacar que o Sul do País tem a entressafra adiantada quando comparado às demais regiões. Assim, os estados sulistas tiveram os recuos mais expressivos na captação de leite em março, de 8,46% no Paraná, 7,66% no Rio Grande do Sul e 4,12% em Santa Catarina. Para os próximos meses, apesar do período de plena entressafra, os laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea indicam certa estabilidade nos preços. Dentre as empresas consultadas, 43,2%, que detém 59% do leite amostrado, esperam manutenção dos valores para os pagamentos de maio. Outros 38,6%, que representam 21,5% do volume amostrado, têm expectativa de alta, enquanto os 18,2% restantes acreditam em queda. Agentes consultados pelo Cepea afirmam que o mercado consumidor não absorveu os preços em altos patamares dos derivados, que têm sido praticados no atacado neste último mês. Tal cenário pode limitar novas altas nos preços pagos ao produtor, mesmo com a menor oferta de matéria-prima. As cotações dos derivados também mantiveram o movimento altista em abril (até dia 29). Na média mensal do atacado do estado de São Paulo, o leite UHT e o queijo muçarela se valorizaram 3,30% e 1,97% em relação a março, com média de R$ 2,18/litro e R$ 12,32/kg, respectivamente. Esta pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL). Cepea/Esalq/USPadaptado pela Equipe Milknet 02/05/2014

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