CPT - Centro de Produções Técnicas

A crise oferece novas notícias ruins a cada semana – desemprego em alta, juros nas alturas, consumo em queda. Diante desses golpes, um grupo de brasileiros sabe exatamente como reagir: eles batem de volta. Fazem parte desse grupo os empreendedores atuantes no agronegócio. Como todo brasileiro, assalariado ou dono de um negócio próprio, eles sofrem efeitos da crise. Mas o setor aprendeu, durante as fases de instabilidade e bonança dos anos 1990 e 2000, a lidar com cenários variados. Esses empreendedores diversificaram os negócios, acharam novos nichos de mercado, expuseram-se à concorrência global, tornaram-se mais produtivos, investiram em tecnologia e provaram que o investimento do governo em pesquisa para beneficiar o setor dá retorno concreto. As fórmulas vitoriosas do setor podem ser vistas em locais tão diversos quanto uma loja moderninha de queijos em São Paulo, uma fazenda de soja de Mato Grosso ou um cafezal em Minas Gerais. “No agronegócio, o país já formou mais de uma geração de profissionais com competência e capacidade de liderança”, afirma o engenheiro-agrônomo Décio Zylbersztajn, professor da Universidade de São Paulo. É uma receita útil para qualquer lugar. <b>VAI UMA FATIA</b> Maristela e Martin tinham leite de sobra. Agora, fabricam 22 tipos de queijo A isca para atrair cliente guloso é deixar uma reprodução do rótulo ao lado do queijo frescal logo no café da manhã no principal hotel de Itapetininga, no interior de São Paulo. Trata-se de um queijo de primeira, naquele ponto pastoso e delicioso em que não dá para tirar uma fatia. A guloseima atrai também na loja moderninha A Queijaria, no bairro paulistano da Vila Madalena. É fabricada na Fazenda Santa Luzia, em Itapetininga, onde também há uma lojinha com alguns dos 22 tipos de queijo artesanal feitos por Maristela Nicolellis e Martin Breuer desde 2001. Em 1997, quando casaram, Maristela saiu de São Paulo e foi morar na Santa Luzia, onde Martin, veterinário, ajudava o pai. “Não me conformava com uma fazenda produzir tanto leite, mas nada de queijo”, diz ela. “Aprendi a fazer, vendi para amigos, entregava em padaria, mercadinho”, diz ela, que depois fez um curso de produção de queijos na França. Martin lembra que vender apenas leite para a indústria de alimentos era um negócio difícil, com baixa rentabilidade. Agora, os queijos da Santa Luzia chegam a uma clientela exigente, inclusive donos de restaurantes de luxo, dispostos a pagar mais por produtos de alta qualidade.

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