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Mais Probióticos a sua mesa


Mais Probióticos a sua mesa


Associar a presença de microrganismos no corpo e nos alimentos a algo negativo é quase automático para muitas pessoas. Porém, poucos sabem que alguns desses minúsculos seres fazem uma enorme diferença na constituição de uma vida saudável. São os probióticos, termo que surgiu no Oriente Médio, onde médicos prescreviam iogurtes e outros leites fermentados como terapêutica para afecções do trato gastrintestinal e também como estimulante do apetite. Atualmente, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, probiótico é definido como “microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefício à saúde do hospedeiro”.

O interesse no consumo de alimentos fermentados com microrganismos vivos tem crescido muito com o propósito de manter a saúde e prevenir ou tratar enfermidades. Há vários motivos que levam a este consumo, um deles é o interesse por alimentos sadios e outro, é na prática clínica, como alternativa aos antibióticos.

Diversas pesquisas têm se empenhado no estudo dos microrganismos empregados na elaboração de produtos lácteos, assim como o estudo em desenvolvimento na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), pelas nutricionistas Adriana Menezes e Celiane Gomes, com formulação de Bebida Láctea fermentada com soro de leite e polpa de cajá com atividade probiótica. As nutricionistas destacam que existem vários tipos de microrganismos probióticos, os mais comumente utilizados na indústria de alimentos são os lactobacilos e as bifidobactérias. Estes probióticos são avaliadados como alternativa profilática e terapêutica para lidar com várias condições gastrintestinais e sistêmicas, de acordo com pesquisas realizadas na USP “os 56 tipos que pertencem ao grupo dos lactobacilos auxiliam na digestão da lactose (açúcar presente no leite), na prevenção e tratamento das afecções intestinais (diarréia, constipação) mantendo o bom funcionamento da mucosa intestinal, aliviando também a síndrome do intestino irritável. As bifidobactérias, com 29 espécies estimulam o sistema imunológico, a produção de vitamina B, inibem a multiplicação de agentes causadores da doença, reduzem a concentração de amônia e colesterol no sangue, bem como ajudam no restabelecimento da microbiota intestinal”.

As nutricionistas chamam atenção para a dose diária recomendada. De acordo com pesquisas atuais preco­niza-se ingestão semanal mínima de 300 a 500g de produtos lácteos fermentados contendo entre 106 a 107 UFC.mL-1, ou seja, entre 1 milhão e 10 milhões das células probióticas por mililitro de produto. As embalagens de leites fermentados comercializados no Brasil apresentam geralmente 80 mL de produto, essas garrafas pequenas fazem parte do conceito de “dose diária” de companhias multinacionais. A ingestão diária de leites fermentados embalados em garrafas de 80 mL totaliza consumo semanal de 560 mL. No entanto, “é preciso que estes produtos tenham sido fabricados adequadamente e estocados na temperatura de refrigeração correta para de fato apresentarem quantidade alta de microrganismos probióticos viáveis”.

Além de todas as vantagens funcionais apresentadas, as bactérias láticas probióticas contribuem de forma benéfica para o aroma e sabor dos produtos fermentados, modificando a textura e produzindo compostos aromáticos agradáveis ao alimento.

Atualmente existem no mercado uma extensa gama de alimentos probióticos como: sobremesas à base de leite, leite fermentado, leite em pó, sorvete, iogurte e diversos tipos de queijos, além de produtos na forma de cápsulas ou produtos em pó para serem dissolvidos em bebidas frias, sucos fortificados, alimentos de origem vegetal fermentados, maionese e outros.

“No Brasil, dos diversos alimentos probióticos disponíveis no mercado, apenas alguns contêm no rótulo a identificação do microrganismo presente”, afirmam as nutricionistas. Em geral, o fabricante limita-se a informar que o produto contém “fermentos lácteos”. No entanto, o microrganismo presente no produto, bem como o número de células viáveis desta cultura, é que determina se este é ou não um alimento funcional probiótico.

 Fonte: Folha de Pernambuco - PE adaptado pela Equipe Milknet 07/05/2010


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